Economia
"Raro e louvável". Economia da China cresce mais rápido do que o esperado
A economia chinesa ganhou impulso nos primeiros três meses deste ano, apesar do impacto negativo nos mercados devido à guerra dos EUA e Israel com o Irão. O vice-diretor do Departamento Nacional de Estatísticas de Pequim classifica a conquista como "rara e louvável".
O Produto Interno Bruto (PIB) da China cresceu 5% no primeiro trimestre deste ano, em comparação com o ano anterior, segundo dados oficiais. O número superou as expectativas dos economistas, que previam um crescimento em torno dos 4,8%.
O crescimento ocorreu apesar do conflito no Médio Oriente, que começou a 28 de fevereiro e interrompeu gravemente o fornecimento global de energia, com os países asiáticos a serem particularmente afetados.
O vice-diretor do Departamento Nacional de Estatísticas, Mao Shengyong, classificou a conquista como "rara e louvável", explicando que o impacto da volatilidade dos preços globais de petróleo tem sido relativamente pequeno na segunda maior economia do mundo. O ritmo de crescimento de 5% face ao ano anterior no primeiro trimestre está no limite superior da meta anual da China, de 4,5% a 5,0%, destacando uma resiliência que a diferencia de grande parte da Ásia.
O crescimento é explicado pelas amplas reservas estratégicas de petróleo e pelas fortes exportações. No entanto, analistas alertam para os ricos a médio prazo, incluindo o abrandamento da procura global por exportações chinesas.
“A China pode provavelmente absorver perturbações de curto prazo, mas uma guerra prolongada e preços elevados da energia durante mais tempo deverão começar a afetar o crescimento na segunda metade do ano”, afirmou Lynn Song, economista-chefe para a Grande China do banco ING.
Os dados comerciais de março, divulgados no início desta semana, já mostram uma desaceleração das exportações. Os números mostram que as exportações cresceram apenas 2,5% no mês passado, desacelerando acentuadamente face aos 21,8% registados em janeiro e fevereiro.
O Partido Comunista da China está a tentar reformular a economia do país, que tem vindo a enfrentar uma série de problemas, incluindo consumo fraco, população em declínio e uma prolongada crise no setor imobiliário, que continua a afetar a confiança de consumidores e investidores.
No exterior, a China também enfrenta uma crise energética devido à guerra com o Irão e às tensões comerciais globais, incluindo as tarifas do presidente dos EUA, Donald Trump.
Apesar disso, Pequim alcançou no ano passado um crescimento de 5%, sustentado por exportações robustas que elevaram o excedente comercial para um nível recorde de cerca de 1,2 biliões de dólares (mais de um bilião de euros).
c/ agências
O crescimento ocorreu apesar do conflito no Médio Oriente, que começou a 28 de fevereiro e interrompeu gravemente o fornecimento global de energia, com os países asiáticos a serem particularmente afetados.
O vice-diretor do Departamento Nacional de Estatísticas, Mao Shengyong, classificou a conquista como "rara e louvável", explicando que o impacto da volatilidade dos preços globais de petróleo tem sido relativamente pequeno na segunda maior economia do mundo. O ritmo de crescimento de 5% face ao ano anterior no primeiro trimestre está no limite superior da meta anual da China, de 4,5% a 5,0%, destacando uma resiliência que a diferencia de grande parte da Ásia.
O crescimento é explicado pelas amplas reservas estratégicas de petróleo e pelas fortes exportações. No entanto, analistas alertam para os ricos a médio prazo, incluindo o abrandamento da procura global por exportações chinesas.
“A China pode provavelmente absorver perturbações de curto prazo, mas uma guerra prolongada e preços elevados da energia durante mais tempo deverão começar a afetar o crescimento na segunda metade do ano”, afirmou Lynn Song, economista-chefe para a Grande China do banco ING.
Os dados comerciais de março, divulgados no início desta semana, já mostram uma desaceleração das exportações. Os números mostram que as exportações cresceram apenas 2,5% no mês passado, desacelerando acentuadamente face aos 21,8% registados em janeiro e fevereiro.
O Partido Comunista da China está a tentar reformular a economia do país, que tem vindo a enfrentar uma série de problemas, incluindo consumo fraco, população em declínio e uma prolongada crise no setor imobiliário, que continua a afetar a confiança de consumidores e investidores.
No exterior, a China também enfrenta uma crise energética devido à guerra com o Irão e às tensões comerciais globais, incluindo as tarifas do presidente dos EUA, Donald Trump.
Apesar disso, Pequim alcançou no ano passado um crescimento de 5%, sustentado por exportações robustas que elevaram o excedente comercial para um nível recorde de cerca de 1,2 biliões de dólares (mais de um bilião de euros).
c/ agências